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.::truth is in a tall beer::.
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divagações, manuscritos e conversas de mesa de bar
26.11.03 keep your fingers crossedExiste uma possibilidade de que eu veja de graca, amanha, A MELHOR BANDA DO MUNDO.Rezai.
[por Francisco Mahfuz] 18:21
paraiba, nego, vavo e cuperIngresso comprado pro show do Ataris.
[por Francisco Mahfuz] 18:20
desopilaTodo mundo da casa esta' meio estressado demais, entao ontem fizemos uma noite bem produtiva pra tentar dar uma aliviada no clima. Alguns de nos fomos pro Cargo, que e' um clube bem estilo, com sofas e mesas de madeira num ambiente, e palco e djs logo do lado, numa casa de pedra cheia de arcos. Massa. A noite era de drum'n'bass, com shows duma gata chamada Tali, e depois Roni Size (excelente) e do nosso DJ Patife (nao tao bom quanto eu esperava, ele pareceu pouco motivado). O som nao era tao alto quanto eu gostaria, mas a saida rendeu, ainda assim. Feliz aniversario, Camila, antes que eu esqueca.Dessa vez foi uma boa o lugar fechar a uma da matina - evitou que a gente se acabasse demais. A chuva inclemente de Londres deu uma folga e propiciou uma gostosa caminhada pela cidade, seguida de uma volta a casa num classico taxi preto (bem nos dedos, por sinal). Chegando na baia, o lounge foi usado como deveria: a galera atirada ao som de algum dos excelentes cds de remixes de jazz do Daniel. Noite pra lembrar por bastante tempo.
[por Francisco Mahfuz] 18:17
kiss your friends goodbyeBom, essa semana a merda bateu no ventilador, as ganha. Problemas com o correio fizeram a gente atrasar nosso imposto predial demais e teremos que largar uma bolada de £900 nos proximos dias ou um amigo nosso vai pra justica - o que nao seria bom, considerando que ele esta' ilegal no pais. Nosso contrato acabou e nao sabemos se sera' possivel renovar - olhar algumas outras casas so' nos fez ver que seria MUITO PALHA sair de onde a gente ta'. E o pior de tudo: Gabriel, meu melhor amigo aqui (e meu pai em Londres, na grande maioria das coisas), saiu com a gloriosa Mariana para dar uma volta na Espanha e renovar seu visto e nao deixaram ele voltar. Uma semana depois, ele esta de passagem marcada pra Barcelona e vai tentar a sorte la', deixando sua namorada aos meus cuidados (e do resto da casa, que ainda fica por aqui mais um tempo). Espero que minhas conexoes espanholas sirvam de alguma coisa e eu possa pagar um pouco de tudo que ele fez por mim aqui.Boa sorte, meu irmao, e volte logo. Sua falta sera' sentida.
[por Francisco Mahfuz] 18:08
22.11.03 computadores dona mariaTexto inedito la' na Fraude. Serei xingado, provavelmente.Ah, para ler de alguem que sabe escrever, o grande Mojo voltou com o seu blog. Leiam.
[por Francisco Mahfuz] 16:53
20.11.03 all you can ever learn is what you already knowI saw her for the first time at a flower stand. She looked around for a while, picked up one rose here, one daisy there, and moved on. By the orchids, the chilly autumn wind came to make her shiver, but I was the one left shaking afterwards. She leaned down, her dark hair slightly touching the plants, and took a long breath. She closed her eyes, as if the use of other senses would harm the wonder of that scent, and smiled. That was when I decided to go over there and talk to her. I walked faster than my cowardice would have wanted and just said something funny. She laughed, smiled (at me this time) and we went from there to having a cup of coffee and a life together.(no, that was not it) I know I shouldn't have driven out of the party so drunk, but I wouldn't give that idiot the pleasure of sending me home by cab. No way, not after what he said. But now I'm in trouble, my vision is so blurred I can't even see the steering wheel, and I feel that I'm gonna fall asleep sooner or later - but I know I don't have it in me to admit defeat and stop the car. I just don't. Suddenly, I lose it, and feel the car skidding out of control. I try to get a hold of it, but I realize there's nothing more I can do, so I just make sure the seat belt is on tight and start praying. Next thing I see is her face, really close to mine, saying everything will be alright. The smell of smoke tells me my car is probably busted near by, but I don't feel anything. I don't feel anything but her hands on my face, and her warm breath caressing my dizzy eyelids. I wil take care of you, she whispers, and I know she is not only talking about tonight. (this is not right, I've never crashed my car) I play that song that once meant so much, and pretend that every verse I sing still moves me. I let my voice tremble a little in the chorus, and I can see they love it. As I look around, her bright eyes catch my attention. She is with me in every word, every scream, and it is obvious that she feels what I once felt. She is louder than all the others and, weren't I too vain to let a person from the crowd stand out, everyone else would be able to hear that she actually means all these sad things I've put together to remind me of when I still cared. So I raise my voice just enough, and smile at her. After I'm done she comes to me and we have the usual pointless conversation, for I know what she wants and I've already decided I want it too. We fool ourselves that we are more than lusting animals and make it up as if anything we said mattered at all, getting mildly drunk in the meantime. She comes back to my place and, surprisingly, stays for a long, long time. (I could never sing in front of other people) So we didn't know each other. No heroic, tragic or poetic moment marked the first time we met. What we said was as memorable as everything a boy and a girl always say - smeared with passion any daytime TV romance can become Romeo and Juliet. We talked, drank, danced, I said something to confirm what we both knew, and she agreed. Hesitantly, but she went for it as well. (that's about it) No, she said, and all of my hopes came crumbling down before the first teardrop hit the ground. I don't want you anymore, she said, and I don't know what hurt most: the deafening sound of my heart being broken or realizing how familiar the pain felt. But this was just the end - and my dreams are always made of beginnings.
[por Francisco Mahfuz] 13:16
18.11.03 hold that thoughA todos que me escrevem falando sobre seus planos de vir pra ca', geralmente me considerando um MANANCIAL DE CONHECIMENTO LONDRINO, aviso de largada: I DON'T KNOW FUCKO. Mimetizo a sagacidade de meus flatmates, pessoas que tem feito Londres valer a pena, mas vejo que ainda nao sei o suficiente pra guiar alguem pelos pontos divertidos dessa ilha. Nao me superestimem.Alem disso, ando assombrado por problemas habitacionais que podem vir a nao ser nada ou podem acabar com confisco de bens e gente deportada, entao SEGUREM A ONDA. Quando a poeira abaixar escreverei a missiva oficial com o intuito de que voces MEXAM ESSA BUNDA GORDA E VENHAM PRA CA'. Em breve.
[por Francisco Mahfuz] 21:04
14.11.03 me and my, me and my, me and my friendsViver em Londres me tornou mais egomaniaco que o normal. Basicamento tudo que falo neste blog e' sobre eu, eu, eu. Portanto, sintam-se livres pra me escrever contando o que acontece nas SUAS vidas. Tenho tanto interesse como sempre tive.Feedback, please.
[por Francisco Mahfuz] 17:38
12.11.03 merda, estou virando jornalistaJa' esta la' na Fraude a minha segunda contribuicao sobre essa minha vivencia em Londres. As duas coisas por enquanto sao reescrituras de posts desse blog com uma ajeitada parceira do meu editor (inclusive o genial titulo da ultima "coluna"), mas prometo coisas ineditas logo que me embebedar e tentar ficar milionario nao estiverem tomando todo o meu tempo livre.Ao menos me obrigo a escrever, o que nao pode ser de todo ruim.
[por Francisco Mahfuz] 22:09
11.11.03 keep your mouth shut and your legs openOnce Were Warriors e' a dica de cinema da semana; um filme forte e triste sobre a situacao dificil dos antigos nativos da Nova Zelandia nos dias de hoje - mostra um lado desse pais que quase ninguem conhece, e talvez nao queira conhecer. Pessoas sensiveis devem evitar.Mas cuidado pra nao se deixar influenciar da mesma maneira que o resto do mundo foi por Cidade de Deus, achando que o Brasil e' so' isso. Voces nao imaginam as discussoes interminaveis provocadas por isso na minha casa... Obvio que eu sou sempre do contra, mas nada novo ate' ai', ne'?
[por Francisco Mahfuz] 14:26
are you reasonably prepared to rock?Uma semana e pouco atras fui ver o Flamings Lips; grande espetáculo, no sentido mais amplo da palavra: balões, vídeos, pessoas vestidas de animais e sangue artificial foram alguns dos artifícios usados pelo glorioso Wayne Coyne pra enriquecer ainda mais as suas geniais composições.Acredito que tudo que eles têm de melhor foi tocado, ao menos dos dois últimos cds - saí sentindo que o esquema tinha sido completo, sem mais nem menos. E nada explica momentos como "Yoshimi" sendo cantada por cinco mil sorridentes pessoas - esse foi o maior show próprio da carreira dos caras, pelo qual eles agradeceram efusivamente várias vezes. Entre uma música e outra, alguns discursos políticos simples mas aparentemente sinceros - e só então eu percebi que Arnie é realmente governador da California. Caralho. As duas bandas de abertura, Alfie e Steve Burns, foram bem interessantes, mas destaco essa última porque além de belas músicas tinha um grande senso de humor, e o líder do trio cunhou o maravilhoso questionamento que nomeia esse humilde post. Um dia baixarei coisas deles. Façam o mesmo. Mais uma noite pra recordar e um dia contar pros meus netos - que obviamente não vão saber de que banda eu estou falando.
[por Francisco Mahfuz] 14:19
jument itEntão eu fui nesse evento simbólico da vida de todo emo-boy internacional, e foi bem divertido. Mas acho que eu não repetiria a dose.Como algumas pessoas já haviam sido comunicadas, eu comi mosca. O Sheperds Bush Empire (mais um theatre da imensa cadeia Carling) fica há duas quadras da minha casa, e ali sempre tem cartazes avisando dos próximos shows. Logo que eu cheguei em Londres eu olhei todos e até o final de novembro não havia nada que me interessase profundamente; o que eu nao sabia era que essas datas eram atualizadas direto. Pra resumir, os ingressos se foram e eu acabei pagando 20 libras na mão de um cambista (oito a mais do que o preço original) - ainda bem acessível, apesar de tudo. A fila na entrada era grosseira, e povoada basicamente por mall punks, Avril Lavigne style - o que significa, obviamente, GATAS. Mas em certos momentos parecia que a galera do Tapuias tinha se arrumado um pouquinho mais, só. O problema do show foi o grande número de músicas novas, que, se não sao ruins, passam bem longe de emocionar - especialmentre porque tem arranjos da banda completa, o que é uma mudança brutal no estilo original do chorão Carrabba. Ainda assim, as canções mais conhecidas ainda trouxeram um certo impacto profundo. Pra quem viu o acústico, foi quase a mesma coisa, mas é realmente massa escutar três mil pessoas cantando juntas algo como "Screaming Infidelities" (introduzida com a gracinha this is about someone I don't care much for), ou "The Best Deceptions" (no indiscutível melhor momento da noite, única música que ele cantou solito com sua viola). Outros destaques foram o engraçadíssimo cover de "Teenage Dirtbag", do Wheatus, e a emocionadíssima e ensurdecedora finaleira com "Again I Go Unnoticed" e "Hands Down". Única ausência imperdoável: "This Brilliant Dance". Só ficou aquela sensação de que ele perdeu a mão, e que cada novo álbum vai ser mais distante daqueles resmungos que muita gente adorava. Pena.
[por Francisco Mahfuz] 14:13
8.11.03 stonehengeTa' bom, nao falarei mais disso: se eu nao chorei nesse show do Dashboard Confessional agora, nunca mais choro.Mas quase, mais uma vez.
[por Francisco Mahfuz] 22:35
5.11.03 everything that has a beginning... should stop thereAntes que mais gente fale, deixai-me ser um dos primeiros a proclamar: MATRIX REVOLUTIONS e' uma BOSTA.Mas vamos com calma; antes, quero louvar aqui a diferenca de assistir espetaculos cinematograficos no Primeiro Mundo: dois dias antes comprei meu ingresso pelo preco normal (5 bilas), com assento marcado. Cheguei no cinema 10 minutos antes de comecar a coisa e sentei absolutamente sem problemas - o que de certa forma abrandou minha antecipacao, ao contrario do que aconteceu em PA quando esperei por uma hora e pouco numa fila grosse. Voltando a pelicula, o sua qualificacao baixissima advem do simples fato de que a sequencia da primeira obra-prima foi um grande erro. O filme de 1999 terminou fechadinho, deixando todo mundo pasmo e feliz. O mercado exigiu mais, e eu nao compro essa bobagem de que "uma trilogia sempre foi planejada". A terceira parte sofre de problemas parecidos com a segunda, sem ser beneficiada pelo hype sem precedentes do inicio do ano: nada mais impressiona. As lutas, os efeitos especiais, os dialogos supostamente complexos e profundamente filosoficos parecem forcados, e so'. Em Matrix Revolutions nem o estilo salva, ja' que quase toda a acao se da' no mundo real. Lembram-se de todas as questoes intrincadissimas levantadas pelo final do Reloaded? Parece que a resposta para tudo era sim, e era tudo simples, a gente e' que nao entendeu bem. Dessa vez os dialogos sao faceis, diretos, e cheios de cliches; o casal principal nunca convenceu tanto assim, e por sorte eles nao tentaram cenas apaixonadas vindas do Morpheus, que simplesmente nao acrescenta nada ao filme - ele que ja' foi a personagem mais interessante da franquia. As lutas entre as maquinas e os humanos nao sao nada que ja' nao tenha sido visto, e a batalha final entre Neo e o ja' cansativo Smith parece despropositada - bem como esse filme e seu predecessor. E o final consegue ser pior ainda. Como nota triste a substituicao da atriz que representava a Oraculo, devido a sua morte durante as filmagens - mais um problema de um filme que nao tem razao de ter sido. Ja' fiz coisas melhores com as minhas tardes aqui em Londres.
[por Francisco Mahfuz] 16:16
4.11.03 i could leave the world with today in my eyes
Uns caras que tavam na minha frente na fila conseguiram esse souvenir e eu pedi uma foto, que eles tiraram na boa-vontade. (post escrito sobre o grande evento ocorrido no dia 23/10) Se a felicidade tivesse uma trilha sonora, seria "2 Rights Make 1 Wrong" - e, se o paraíso existe, garanto que quando a porta abre "Helicon 1" explode nos pavilhões auditivos do vivente. MOGWAI. Nada pode ser mais sublime. O lugar, pra comecar, é bem legal (London Astoria). O palco é bem mais baixo do que eu imaginava, mas as arquibancadas são no estilo coliseu, com mesinhas pra tomar uma ceva e tal. Apesar do conselho do segurança de que era mais alto em cima, decidi ficar o mais grudado possível da banda, que acho que a galera do burburinho sabe curtir bem melhor. Nao me arrependi. A banda de abertura foi Bardo Pond, que tem um estilo parecido com os escoceses malditos, apesar de um certo lirismo dado pela flauta, violino e gemidos da vocalista mezzo gata. Aconselho que procurem algo deles pelas internets da vida, vale a pena. Mas entao o Mogwai comecou a tocar, e aí foi DERILHO. Foi um crescendo, como se eles estivessem se preparando pra fazer a gente chorar com "2 Rights"; quando as estroboscópicas e globos de danceteria entraram em ação eu por pouco nao fui as lágrimas, de novo. Quando Stuart sentou num banquinho um magrão atrás de mim proclamou: It's time for "Helicon 1". E foi. A introdução demorou mais do que o normal, e quando o clímax chegou as luzes dispararam e tudo que se via era uma imensidão branca quase insuportável e pessoas sorrindo. Na hora me lembro de pensar que se o teto caísse (como já aconteceu em show deles) eu morreria profundamente feliz. Mas eles estavam devendo uma porrada na orelha ainda, que ficou pro bis. "Christmas Steps" foi sendo calibrada com toda a calma, o pessoal foi se agitando e, quando o baixo entrou tocando o horror, os gritos e urros faziam pensar que tinha sido gol de alguém (mas é melhor nem falar em futebol...). "Mogwai Fear Satan", numa versão um pouco menor que os costumeiros 16 minutos de apocalipse, fechou com perfeição uma coisa tao boa que "show" parece não descrever com exatidão o tamanho da experiência. Faltaram mesmo só as musicas cantadas e que o merchandising tivesse as classicas "Blur:are shite" ou "Bush:is a cunt". No geral, viver parece um pouco melhor agora. E hoje tem FLAMING LIPS.
[por Francisco Mahfuz] 14:15
I'm a barman, b-a-r-m-a-nCoisas estranhas ocorrem aqui em Londres. Esses dias conheci, no bar do hotel, um dirigente da BMG que falou comigo sobre como eles gostam da sua banda cristã CREED. Chegou a bater certa saudade. No mesmo dia, ao saber que eu era brasileiro, um velho se apresentou como o único juiz a ter expulsado Pelé de um jogo internacional (se alguém me conseguir o nome da figura eu posso confirmar a validade dessa afirmação).Dois de meus amigos trabalham num lugar chamado Riverside Studios, que é um centro cultural com cinema, teatro e bar. Já passaram pelo lugar, desde que eles comecaram a trampar lá, David Bowie, Muse, Chili Peppers, Britney Spears e Kylie Minogue (essas duas no mesmo dia), a boy band Blue (que eu tambem já servi no hotel) e outros menos cotados. Em diversas oportunidades meus flatmates puderam falar com essas figuras ou entregar-lhes um chocolate quente ou coisa que o valha. Massa. A maioria do pessoal da casa, antes que eu chegasse, trabalhou catando papel no READING FESTIVAL - e assistindo todos os shows de graça, obviamente. Daniel Stephens, meu parceiríssimo roomie australiano, voltou pra casa esses tempos pelas seis da matina depois de uma noite de festa com o mestre KEVIN SPACEY, no seu apartamento (se conhecem por um amigo comum). Teve leituras de script (ele me disse que o cara deu uma nota 4 de cinco pra ele) e duetos inspiradísimos, como o cantado por meu aussie bastard friend, que entitula esse post. Só pra nao dizerem que eu só ando com chinelão aqui - isso que eu nem repeti que moro com Mariana Valle, a guria mais conhecida de Porto Alegre.
[por Francisco Mahfuz] 14:06
2.11.03 the truth is out there![]()
[por Francisco Mahfuz] 16:56
deities also rock
Foto tirada na parte tibetana do British Museum. lml.
[por Francisco Mahfuz] 16:53
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