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31.1.04

não pegarei


Mariana Valle, minha irmã - viajar valeu a pena so' por conhecer essa guria.

Pra ninguem dizer que eu so' falo de festas e shows aqui.

[por Francisco Mahfuz] 16:55

eu nao sou cruel, eu sou clubber

(post deslocado no espaço e no tempo: escrito logo apos o dia 9 de janeiro, e nao colocado no ar por motivos dantes explicados. mais coisas virao, mesmo que comentar continue impossivel, por culpa dos safados dos servidOres - mas escrever e' preciso.)

Circunstancias diversas coincidiram pra que sexta-feira a Casa da Porta Amarela tivesse uma grande noite de regozijo: um quorum de 9 pessoas, a unica noite off de uma das gurias, a visita da Alice e da Cau (recem-chegadas de Israel) e a pilha costumeira que eu boto foram algumas delas. O local escolhido foi a Fabric - a presença de Scratch Perverts, Bryan Gee e a lenda Grooverider a razao.

Na sexta rola uma noite chamada FabricLive - num dos saloes, depois de uma dose consideravel de hip-hop, a banda London Elektricity tocou um som que eu nao tenho nenhuma ideia de como descrever; uma bateria quebrada, vocais de rap alternados com uma baita cantora chamando em melodias comoventes de tao belas, algo mais ou menos assim (pesquisa posterior e a compra de um dos cds deles me fez entender que nao era nada mais nada menos que drum'n'bass bom pra caralho, ao vivo). No outro salao, o drumba comia solto - Grooverider e' um MONSTRO, o melhor dj que eu ouvi desde que cheguei aqui, com certeza. Os canhoes de laser jogando uma cortina de luz verde eram mais um ponto a ser apreciado enquanto joelhos subiam e maos levantavam-se tentando tocar o ceu - ou aquela gata ocasional que bailava nos arredores.

Nao sobra muito o que dizer: pessoas que eu gosto com tudo que posso, juntas, dançando, bebendo, conversando; amizades se estreitando, amores e tristezas sendo despejados de alma aberta - felicidade. Uma das melhores noites da minha vida, sem duvida.

E so' porque tudo que e' bom ainda pode ficar melhor, o lounge da minha casa mostrou-se mais uma vez inestimavel: velas, cerveja gelada e cobertores garantiram que o evento so' terminasse pelas 9 da manha de sabado. Puxei um saco de dormir, entao, me ajeitei no sofa' e me dei conta que Porto Alegre parece cada vez mais longe.

Whoever danceth not, knoweth not the way of life.
(Jesus Christ, em algum lugar da Biblia)

[por Francisco Mahfuz] 16:43

14.1.04

even if you cannot hear my voice

Segurem a onda. Estive muito ocupado vivendo na ultima semana pra postar, portanto nao o fiz. Visitas maravilhosas, gente nova na casa (gatas, at last), mantendo a reputacao dessa brava gente brasileira de party-animals e outras cositas mas. Alem disso, esse blog nao funciona sem comentarios - enquanto a merda do Blogger nao parar de me sacanear nao colocarei nada na ar.

Tudo deve voltar ao normal, logo. Enquanto isso, leiam um bom livro, escutem musica e sejam felizes. E' o que eu estou fazendo.

Ate'.

[por Francisco Mahfuz] 15:31

6.1.04

everybody loves that

Na noite do dia 1 eu precisava fazer algo melhor do que ficar em casa lendo. A sugestao do meu surprise-guest Marcelo Firpo (dj e big-shot da publicidade pampeana) de irmos no BAR RUMBA pra noite de drum'n'bass foi prontamente atendida. Estrelando RAY KEITH (George Foreman tatuado), BRYAN GEE (negao mal-encarado que virou dj no XILINDRO') e o nosso DJ PATIFE (maloqueiro simpatico pra burro), nao tinha como ser ruim.

A grande surpresa foi o ate' entao desconhecido dj RUFFSTUFF: um gordinho de camisa abotoada que TOCOU O HORROR na galera - era dançar ou ser esmagado. Uma coisa muito massa foram os MCs, que alem de incentivar (here we go, here we go), celebrar (dance, Bar Rumba, it's happy new-year), constatar (Bryan Gee is in tha house, OH-MY-GOD) e elogiar (i'm surprised you're still standing), faziam um free-style tao inspirado que ate' o bugio usurpador se encantaria. Na finaleira um dos negroes chegava a cantar, de olhos fechados, tamanha a motivaçao.

O lugar nao ser muito grande e a pilha TRIBAL GATHERING que um bom drumba provoca fizeram da noite um ENDURO que os mais fracos nao aguentaram - eu, incrivelmente, segurei a onda. Pra suportar o calor abismal e nao ter a minha ARTE PERFORMATICA prejudicada pelo alcool, fiquei so' na economica TAP WATER. Rendeu - quando o Patife mandou todo mundo embora e avisaram que o RONI SIZE tocaria na outra semana eu ainda estava pulando e chamando no U-YE.

Toda quinta-feira, por miseras 4 libras.

[por Francisco Mahfuz] 11:53

i'm working so i don't have to try so hard

Morando numa das capitais festivas do mundo, CHEMICAL BROTHERS tocando num lugar, PLUMP DJS no outro, o HOGMANAY logo depois da fronteira, e eu onde? Trabalhando de gravata florida e colete laranja, obviamente. Pedir folga na virada nao era uma opçao (o que meus chefes deixaram bem claro) e eu nao teria com quem sair mesmo (meus amigos na mesma situaçao), entao abracei a labuta na boa.

Depois de algumas horas chatissimas no bar mais bunda-mole do hotel eu consegui escapar para o salao principal, onde uma festa de indianos (penteados estranhos, rap da Feiticeira e gatas ESTILO ALLADIN) era o grande evento. Cheguei quando o bicho pegava e me diverti pra caralho, com direito a malabarismos com garrafas e outras balacas que aos poucos aprendo. Apos a contagem regressiva dois minutos de confraternizaçao e mais trabalho, ate' o meio da madrugada.

Cheguei em casa e ainda pude conversar por algumas horas com a minha melhor amiga, o que ja' teria feito a data valer a pena. Ganhei uns pilas tambem, que eu nao me sustento aqui so' com entusiasmo.

[por Francisco Mahfuz] 11:52

don't let the bells end

Aqui o que rola mesmo e' o dia de Natal, com um almoço bombado e a embriaguez obrigatoria que segue. Burro que eu sou, nao liguei para o trabalho alegando doença, e fui obrigado a sair da casa duma amiga quando a coisa começava a ficar boa.

Passei o dia inteiro meio de cara (apesar do pagamento dobrado), mas terminei no hotel a meia-noite e decidi pagar mais uma bolada de taxi (sem transporte publico, lembram?) e atravessar a cidade ate' o local da confraternizaçao natalina. Valeu a pena. Amigos, musica boa (tive que chegar na Europa pra descobrir que MPB das antigas COMANDA), cerveja gelada e estados alterados de consciencia so' acentuaram a disseminaçao da TERNURA entre a galera.

Serviu pra provar que as coisas mais simples as vezes sao as melhores. E que o Natal, como desculpa pra juntar pessoas que se gostam, nao e' tao ruim assim.

[por Francisco Mahfuz] 11:51

it's christmas time

O Natal, como eu ja' esperava, fedeu - mas devo admitir que, em grande parte, por culpa minha e de meus amigos, que momentaneamente esquecemos estar em Londres. Aqui, a vespera de Natal virtualmente nao existe, e isso que nos complicou. Eu e o Daniel cozinhamos o tradicional (heh) curry natalino, apagamos na sala, embuchados, e saimos perto das onze pra casa dum parceiro brasileiro. La', a presença de uma mae garantiu um banquete tipico, e ate' me desbundei num glorioso QUINDIM (que, junto com o ja' citado curry e a tequila, me deixou abalado GASTRICAMENTE, de canto). Meia-noite, alegria, nao-te-conheço-mas-te-abraço, o de sempre. Tentamos sair na sequencia so' pra encarar a inexistencia de transporte no feriado e o fechamento dos pubs no seu horario habitual.

Pelo menos nao teve amigo secreto.

[por Francisco Mahfuz] 11:47



remember me as a time of day
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