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divagações, manuscritos e conversas de mesa de bar



31.3.04

yes yes yall

Esqueci de linkar antes: Tony, australiano nascido nas Filipinas que mora comigo, mantem esse blog.

Yo.

[por Francisco Mahfuz] 16:25

abre as tuas janelas, primavera quer entrar

Dias maravolhosos se apresentam: sol, gatas de barriga de fora, o frio baixando consideravelmente. Alegria.

To numa correria filhadaputa tentando organizar o que ha' de ser organizado nesses ultimos dias, por causa da viagem de carro e da troca de moradia da minha COMPANHEIRA. Ando comprando ingressos de festivais e shows (Cat Power hoje, Explosions In The Sky, de novo, em maio) e buscando um jeito de botar minhas economias em ordem e cuidar pra nao torrar tudo que juntei em duas semanas. Dara' certo, dara' certo. Ate' uma KOMBI pode ser adquirida em breve, mais detalhes quando algo se concretizar.

De resto, bombardearei o meu outro site com todas as fotos que puder nos proximos dias, ja' que sera' um pouco mais dificil ter tempo de postar na estrada. Aproveitem e me divirtam com os comentarios.

Vou ali fora CHEIRAR UMAS FLORES e volto, ainda antes da partida.

[por Francisco Mahfuz] 16:17

29.3.04

velha infancia

Num desses ultimos dias de trabalho servi um cara que tinha o melhor nome: JOHN COMMANDER. Serio, isso nao era um GIJOE?

Invejei.

[por Francisco Mahfuz] 05:01

28.3.04

veja bem, meu bem

Meu site de fotos voltou (e' o primeiro link ali de cima, renomeado, pra quem nao descobriu ainda), e recomeco com uma tentativa de arte - ja' fazia algum tempo que nao me aventurava. Xinguem-me, por favor.

Nos proximos dias colocarei no ar uma renca de imagens, e sim, Galera, mais judaismo. So' espera um pouco.

[por Francisco Mahfuz] 15:00

26.3.04

road to perdition

Respondo agora a pergunta que deve estar deixando todos insones (realmente me acredito mais importante do que deveria, provavelmente): o que vou fazer agora que estou desempregado - fora deixar a barba crescer, como o meu astuto irmao constatou; vou, finalmente, botar o metaforico pe' na estrada.

Esse que vos fala e' o convidado de honra numa viagem minuciosamente planejada pela MINHA CONSORTE. O roteiro, que ainda e' um certo misterio pra mim, abrange boa parte do interior da Inglaterra, algumas cidades no Pais de Gales e tudo possivel entre entrar na Escocia ate' chegar nas highlands, perto de Aberdeen - tudo isso no espaco de vinte dias. Barracas, albergues e o banco reclinado do Corsa que alugamos vao ser o nosso abrigo enquanto nao estivermos ganhando milhas ou puxando briga com escoceses desdentados. Apesar de preferir passar mais tempo em cada lugar do que so' visitar os pontos turisticos, time is of the essence. Alem do mais, o futuro proximo reserva mais planos a serem estruturados, festas bombasticas de despedida e ate' uma visita do PATRIARCA.

Dia 5 de abril principio a descobrir o quao dificil e' dirigir do lado contrario. Rogai por mim.

[por Francisco Mahfuz] 01:40

wake up, grab a brush and put a little make up

Sempre fui da opiniao que miojo (ou qualquer outro tipo de macarrao instantaneo) era so' uma refeicao rapida, de emergencia, satisfatoria no maximo. Ah, a ignorancia! Ah, o tempo perdido! Colhendo algumas dicas aqui e ali (especialmente com Daniel, o designer-cantor-bebado mais divertido do mundo) eu aprendi a receita barbada pra transformar alguns pacotinhos de noodles num rango DE RESPONSA:

- pique, cebola, alho, pimentao e cogumelos a gosto (assim como qualquer outro vegetal a mao - brocolis e cenoura sao uma boa);
- frite tudo com azeite com azeite, pimenta preta e ervas diversas (oregano, manjericao, etc);
- ferva a agua e cozinhe a massa normalmente; quando estiver no ponto, misture o tempero que vem junto, as coisas fritas e DEIXE TODA A AGUA. Sim, vai virar um sopao, mas esse e' o segredo praquela massinha ganhar SUSTANCIA;
- arregace na pimenta e no molho de soja, o que torna o prato ainda mais EMPANTURRANTE;
- uma boa medida e' um pacotinho por pessoa, mas da' pra ser um pouco menos, especialmente se FEMEAS de apetite reduzido se encontrarem entre os COMENTES.

Aqui em Londres um pacote de noodles custa 9 centavos, entao sai mais ou menos 1 libra pra alimentar TODA A MINHA CASA com essa receita magica.

Vai, CHOP SUEY.

Pra cozinhar isso com um pouco mais de capricho, deixe os vegetais e legumes ferverem com a agua, e so' adicione a massa quando rolar aquela tonalidade MARROM-BOMBOM do liquido. De resto e' tudo igual.

[por Francisco Mahfuz] 01:30

22.3.04

it's a perfect day for kissing it all goodbye

Larguei. Depois de pouco mais de seis meses, pedi demissao do hotel ("pedir demissao" soa um pouco oficial demais, quando em verdade eu so' avisei quando sairia) - Foi tempo mais do que suficiente pra eu perceber que nao era mais o que eu queria.

Serviu de alguma coisa ou foi so' um jeito de me sustentar? Claro que serviu. Trabalhei com gente de varios paises, aprendi a me virar razoavelmente bem como barman, adquiri um conhecimento extenso sobre cerveja (provavelomente inutil, mas vai saber) e descobri como funciona um hotel internamente (o suficiente pra tirar quase todo o glamour que hospedar-se num desses carrega). Como o Novotel London West e' muito mais um centro de convencoes do que qualquer outra coisa, tive a oportunidade de participar de feiras de videogame, sapatos, festas indianas e afins; teve amigo meu que ate' foto com o Jimmy Page tirou.

O dinheiro economizado a duras penas (nao por eu ganhar tao pouco, mas simplesmente porque encontro muita coisa com que valha a pena gastar) deve ser suficiente pra financiar os planos futuros (que virao a publico logo, logo), mesmo que pra isso eu deva desistir da ideia de manter sempre economias tranquilizadoras. It's not all about the benjamins, after all.

Confirmo tambem uma ideia contraria ao que eu acreditava antes de chegar: nao da' pra ter um emprego desses por muito tempo. Nao e' pela grana, ou pelas longas horas ou ainda pela incerteza de nao saber quando trabalha (rotas semanais): nao e' intelectualmente desafiador ou estimulante o suficiente - ai' e' que pega. Por mais que a musica alta, garrafas girando, tampinhas voando e gatas requebrando (deve ter acontecido so' umas tres vezes, admito) seja divertido, ta' na hora de meter a cara nos livros e tentar escrever mais. Pode nao pagar nada, mas e' o que me faz sorrir.

Deixo abertas portas que nao pretendo mais cruzar, e isso e' sempre bom - e conseguir carregar pilhas de pratos num braco so' e abrir garrafas de vinho em sete segundos nao pode ser de todo desprezivel. Eu acho, pelo menos. Ne'?

[por Francisco Mahfuz] 13:16

19.3.04

take a look at me now

Cansado de nao conseguir colocar fotos no ar (apesar de que todos os outros usuarios do Blogger conseguem), procurei desesperadamente um fotolog decente - nao encontrei, obviamente. Mas pra isso sempre existe o MC Quadrado.

Tentarei atualizar constantemente, mas devo falhar, como de costume.

Vai la' (ja' colocado nos links ali do lado, tambem).

[por Francisco Mahfuz] 16:43

17.3.04

come into my life

Depois de longas e complicadas negociacoes, o sr. Henrique Fanti, vulgo Lique, anuncia a sua chegada em minha morada para amanha. Para quem quer saber se ando mentindo demais, acompanhe um ponto de vista diferente da Big Smoke aqui.

Vai ser massa.

[por Francisco Mahfuz] 12:49

15.3.04

but i feel good

Groove Armada. Autores dos hits "I See You Baby (Shake That Ass)" e "My Friend", que faziam bastante sucesso na Liquid, na epoca que pessoas achavam que aquilo era noite forte. Eu so' sabia isso desses dois caras, mas a audicao do cd "Lovebox" mudou a minha cabeca completamente: de perolas ragga como "Final Shakedown" a baladas comovedoras como "Hands of Time" e "Think Twice" (com vocais de Neneh Cherry), passando por uma sucessao de outras maravilhas de todos estilos possiveis, e' valido para qualquer momento da noite ou dia. Nao sei exatamente como eles conseguem juntar tanta gente boa em cada composicao, mas, bem, isso nao e' problema meu. Continuo adquirindo mais e mais coisas pra minha discoteca, na medida que o orcamento permite - utilizem-se das facilidades da banda larga e facam o mesmo.

Quase assisti eles duas vezes ao vivo, como djs, mas a hora ainda vira'. No meio tempo, fico aqui tentando decifrar a a letra de "Superstylin'", a musica mais pilhante da historia.

[por Francisco Mahfuz] 13:36

i'm so tired of trying

Esse aqui uma galera ja' conhece, mas nao custa dar uma relembrada: Jack Johnson. Pra muitos uma versao mais light do baita Ben Harper, o havaiano e' bom o suficiente pra ter uma base de fas absurdamente grande em tudo que e' lugar que tem praia (e em Porto Alegre, segundo fontes confiaveis - o que nao chega a ser surpresa, considerando ser essa a capital mundial do surfwear), e nao e' desmerecida. Som calmo, suingado, algumas vezes inspirador duma certa melancolia, tem tudo a ver com esse sol otimista que as vezes brilha na cidade gris que habito. O hit "Flake" ja' toca faz uma cara, mas o segundo album, "On and On", e' bem mais maduro e agradavel na sua continuidade.

Um dia vou botar isso no volume maximo em Santa e as patricinhas me adorarao.

ps: Sica, lamento nao ter te dado mais credito quando tu me indicou essa figura, bastante tempo atras.

[por Francisco Mahfuz] 13:26

i can dream for us all

Nessa minha pilha de descobrir mais coisas de musica eletronica (e aproveitando uma promocao de 3 cds por 2 da Virgin) adquiri o "Night Works", segundo album do duo Layo & Bushwacka! - que eram os djs na primeira noite realmente forte que fiz aqui em Londres. A primeira audicao comprovou uma teoria que eu desenvolvi a algum tempo mas raramente sigo: cada cd tem uma hora certa pra ser escutado. No meio da tarde, comendo cereal, nao rolou. Uma semana depois, voltando da noite, bateu que foi uma beLHEza. Um som pesado, dark, com algumas influencias jazzisticas aqui e ali, perfeito pra recepcionar as primeiras horas do dia. Uma das faixas, "Love Story", e' hit em metade do mundo (meus amigos australianos reconheceram de imediato) e o remix "Love Story (vs Finally)" e' das melhores coisas que ja' escutei fora do meu ambiente natural, que e' o quase incomparavel drum'n'bass.

Pra baixar o cd inteiro, chegar na baia mezzo no trago, deitar no sofa e sorrir.

[por Francisco Mahfuz] 13:04

still a little bit of your song in my ear

Apesar de engrossar o quase interminavel grupo de cantores-com-violao-acustico-angustiados-fazendo-melodias-as-vezes-bonitinhas, Damien Rice e' muito bom. Nao ha' exatamente nenhuma novidade no que ele apresenta, mas a sua qualidade e' inegavel, e algumas musicas sao profundamente assobiantes, como o hit "Cannonball" - que todos os meus flatmates cantavam depois de escutar uma vez. A primeira metade do seu cd de estreia "O" e' disparadamente melhor que o resto, que acaba pecando por uma producao exagerada - muita coisa ao mesmo tempo, na maioria dos casos (serio, quantos violinos e backing vocals sao realmente salutares?). Destaco ainda "Volcano" e The Blower's Daughter", que logo estarao sendo cantadas nos finais de noite no 49B.

Boatos sugerem que ele quase chora nos shows ao vivo, o que nao deixa de ser vergonhosamente interessante (vergonha e musica geralmente sao uma boa combinacao, pelo menos aqui no meu reino).

[por Francisco Mahfuz] 12:49

the music that we hear

Na sequencia, uma serie de posts mostrando alguns cds/artistas que bombam aqui nos meus pavilhoes auditivos recentemente. Sintam-se livres pra me chinelear- depois de darem uma escutada, obviamente.

[por Francisco Mahfuz] 12:37

4.3.04

something wicked this way comes

A dica musical e' ZEN CD, a Ninja Tune retrospective. Perguntado sobre o que se trata por um compadre, respondi, bitolado: Algo como breaks, downtempo, letfield, um pouco de hip-hop e scratch. Nao sei explicar exatamente do que se trata, em verdade: esses nomes todos estavam na explicacao da parte da loja em que encontrei o bendito... Na pratica, e' uma coletanea da Ninja Tune com algumas faixas lancadas por eles nos ultimos anos, por artistas como Coldcut, Mr Scruff, Herbaliser e Cinematic Orchestra, todos bons BRAGARAI.

Vale uma boa conferida.

[por Francisco Mahfuz] 15:54

the worst is over

O inverno, anunciado como terrivel, insuportavel e triste, da' sinais de desistencia, e nem foi tao ruim - so' quis morrer chorando umas tres vezes. A primavera vem chegando as ganha, e o fator mais obvio e' que escurece pelas 17h, 17h30, e nao mais o horror de so' ter luz nas primeiras horas da manha. Eu e meus convivas estamos apostando que em duas semanas os sobretudos e cachecois ficarao permanentemente pendurados atras da porta, so' sendo usados de quando em quando pra fazer aquele CHARME.

Alem disso, a saudade de comida decente foi atenuada pela descoberta desse lugar: comer banana a milanesa escutando os classicos da primeira fase do E' o Tchan e' mais Brasil do que eu achei que precisava.

Uma prainha nao ia mal, no entanto.

[por Francisco Mahfuz] 15:35

1.3.04

make it up as we go along

(N.do E.: esse vai ser um longo e talvez excruciantemente torturado post; quem costuma se irritar com a minha prolixidade pode pular tudo isso e ir la' no final ver o que eu estou dizendo, em resumo - claro que ai' nao faz muito sentido visitar esse blog, mas vai saber)

Hm.

Faz algum tempinho que uma ideia, um plano, vem se formando na minha cabeça. As possibilidades giram, mudam, contorcem-se de uma maneira que parece fazer cada vez mais sentido. Eu falo com alguem aqui, alguem ali, troco impressoes, afirmo, nego, e sinto-me cada vez mais perdido. Nao perdido porque nao sei o que fazer ou onde ir, mas porque cada vez sei mais: aceitar e' o problema. O que eu quero, o que eu espero, nao e' seguro, nao e' facil, pode ser ate' irresponsavelmente errado. Mas nao adianta ficar digladiando-me com o que e' mais concreto, mais palpavel, a cada momento, a cada respiraçao: VOLTAR nao faz mais sentido. Nao agora.

Passei os ultimos meses debatendo todos os alçapoes da imigraçao, os tramites da faculdade e as coisas dessa vida que começa a me levar (Martha e Raquel, muito obrigado por escutarem sempre), e cheguei a certeza de que ainda tenho poucas certezas, mas uma delas e' essa: tenho muito o que fazer por aqui e pelos arredores, e tempo e' so' tempo. Agora e' a hora, tenho tudo que eu preciso nas maos, nao vou deixar escapar - here i'm allowed, everything all of the time, como dizia o cara naquele show que eu invadi. Um plano esta' sendo formado, e ele ja' compreende o futuro mais proximo, e logo, logo, muito mais. Eu fico feliz so' de pensar.

Nao nego que ha' magoa, e ha' saudade, muita: nao o suficiente, no entanto. Quem acompanhou o processo sabe que estou tentando iniciar o modo LET GO faz uma eternidade, e agora me sinto mais proximo - so i'll keep going. Tambem nao gosto da ideia de manter essa distancia de quem me e' tao caro, mas todos sabem que havia um certo descontentamento geral em PA, e aqui isso nao ocorre. Regozijai por mim, entonces.

Nem tudo esta' certo; fatores alem do meu controle podem alterar as diretrizes que hoje me governam, mas acho que nao. Agora e' definitivo, tanto quanto pode ser.

IN SHORT: Nao volto pro Brasil na metade do ano.

It's not hard to grow
when you know that you just don't know

"Cannonball", Damien Rice

[por Francisco Mahfuz] 13:54

if you really want to hear about it

Sexta-feira, dia 20, eu encerrei temporariamente a minha odisseia indie indo no ultimo show para o qual eu tinha comprado ingressos: The Ataris.

A maldita pontualidade britanica me desferiu um golpe cruel: perdi boa parte das bandas que abriam pros guris choroes. A primeira, Planes Mistaken For Stars, tanto fez, nao sabia quem eram e nem tinha muita curiosidade. A segunda, ah, a segunda: Cursive. Essa eu tinha tanta vontade de ver quanto a atracao principal, mas quase nao rolou. Explico-me: a abertura das portas era para as 18h30, e eu brasileiramente imaginei que chegando la' pelas 20h a segunda banda estaria comecando. Nao foi bem assim: nessa hora o Cursive ja' estava na metade do que aparentemente foi um show bem curto, algo como oito musicas. Eu ainda presenciei The Martyr, Art Is Hard, uma nao identificada e a gloriosa A Gentleman Caller. Foi mais do que suficiente pra sentir uma profunda magoa pelo meu atraso (ainda tentei, dois dias depois, ir no ultimo show da turne londrina pra reparar essa falha, mas houve um cancelamento e me dei mal), e ver que os caras sao muito bons. Um barbudo gritando dum lado, o baixista tendo ataques e a mina do violino na boa, ali no meio do caos, como se nada acontecesse. Pena, quem sabe outra hora.

Ataris, entao. Nos preparativos ja' tinha notado uma coisa: o publico desse tipo de show e' sempre o mesmo - uma infinidade de Avril Lavignes e guitarristas do Blink, todos se achando punk, e todos com nao mais do que 16 anos (me senti um PATRIARCA). o problema e' que criancas nao sabem se comportar, e tornam mais dificil pra todo mundo se divertir, porque pulam em cima uns dos outros e se machucam tentando pogar (vi um monte de gente caindo, sendo pisoteada e com bocas e narizes machucados). Acabei me recolhendo para o fundao pra nao me incomodar. A banda comecou e rolou aquela identificacao geral, ate' me surpreendi que eles conhecessem tanto as musicas mais antigas. O repertorio foi, em sua grande maioria, do novo So Long, Astoria, que, apesar de bom, nao se compara com os anteriores. Ainda assim, foi muito massa: tinha me esquecido como eu gostava desses caras. As letras ultra-emotivas se perderam muitas vezes na distorcao de tres guitarras ao mesmo tempo, mas eu ate' emocionei-me um pouco. Das que eu lembro, eles tocaram:

so long, astoria
in this diary
unopened letter to the world
all you can ever learn is what you already know
eight of nine
summer wind was always our song
road signs and rock songs
how I spent my summer vacation
(versao gay)
1*15*96
your boyfriend sucks
(com a introducao, i wrote this to a girl that ditched me for another girl, but i wrote it encoded so she wouldn't find out)
my hotel year
aneurysm
(Nirvana)

Ah, e a ultima musica foi, como eu esperava, San Dimas High School Football Rules. Nesse momento rolou uma APOTEOSE: os pias pararam de tentar se quebrar e decidiram pular, e eu empurrei o meu caminho ate' a frente do palco (nada dificil considerando serem eles todos TAMPINHAS) pra cantar emocionadamente, sem vergonha nenhuma. O vocalista chamou um guri no palco pra tocar guitarra e se atirou na galera pra gritar os ultimos versos e depois ser passado de mao em mao antes da banda terminar. Suado, cansado e alegre, fui encher a cara e me preparar pra noite de drumba que vinha na sequencia.

Paraiba e Nego, sua ausencia foi sentida.

[por Francisco Mahfuz] 13:12



remember me as a time of day
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