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divagações, manuscritos e conversas de mesa de bar



29.5.04

the drugs don't work

"If we could sniff or swallow something that would, for five or six hours each day, abolish our solitude as individuals, atone us with our fellows in a glowing exaltation of affection and make life in all its aspects seem not only worth living, but divinely beautiful and significant, and if this heavenly, world-transfiguring drug were of such a kind that we could wake up next morning with a clear head and an undamaged constitution-then, it seems to me, all our problems (and not merely the one small problem of discovering a novel pleasure) would be wholly solved and earth would become paradise."
ALDOUS HUXLEY
1894 - 1963

Links interessantes sobre o uso de drogas na sociedade aqui e aqui, e mais especificamente do tão comentado ECSTASY aqui e também nessa entrevista com o cientista que sintetizou a substância pela primeira vez.

Assuntos controversos, eu sei, mas ignorância não era.

[por Francisco Mahfuz] 10:17

everyone belongs to everyone else

'People believe in God because they were conditioned to believe in God.'
'But all the same,'insisted the Savage, 'it is natural to believe in God when you're alone - quite alone, in the night, thinking about death...'
'But people never are alone now,' said Mustapha Mond. 'We make them hate solitude; and we arrange their lives so that it's almost impossible for them to ever have it.'


Qual o preço a se pagar por uma utopia? Quanto vale sacrificar por uma sociedade ideal em que todos são felizes, jovens por todo o tempo em que vivem, e a morte é aceita como apenas um evento natural que não deve provocar tristeza alguma? Liberdade, religião, ciência, arte, seria esse um preço justo? Mas e se essa fosse a única maneira, e ninguém soubesse como era antes da perfeição? Haveria o que discutir ainda?

Imaginem um mundo onde, através de engenharia genética e técnicas hipnóticas de condicionamento, todos sentem-se completamente satisfeitos. Você nasceu para ter o trabalho que tem, e nada lhe dá mais prazer; nunca está sozinho, e sempre tem o que fazer; nao há família, amor, nenhuma ligação sentimental que pode ser dolorosa; todos se pertencem, poligamia é o comportamento socialmente aceito e esperado; e, se alguma coisa ainda assim não for da maneira que você gostaria, sempre há soma, a droga perfeita - felicidade, comunhão social, nenhum efeito indesejável. O paraíso nunca pareceu tão real.

Ou não. Nossos valores estão muito entranhados, algo parece estar errado, não podemos aceitar que as coisas sejam assim. Nos identificamos com os erros genéticos, aqueles que não se enquadram perfeitamente na utopia, que sentem tristeza e não a querem trocar por uma felicidade ilusória, induzida. A visão deste mundo através dos olhos de um selvagem, criado num dos poucos lugares ainda não "aperfeiçoados" traz um contraste violento com tudo que parecia impecável, ideal. Seus conceitos de Deus, amor, não sao os nossos, são estranhos, conflituados; ele busca o direito de sofrer, de nao ter direção, de morrer insatisfeito. E aí nos questionamos se a nossa repulsa inicial por aquele mundo perfeito era isso; vale a liberdade mesmo que seu custo seja esse? Quando a felicidade artificial é a regra, e não traz nenhum malefício, ela ainda não é o que queremos?

Eu sinceramente não sei. Mas poucos livros me fizeram pensar tanto como esse Brave New World, de Aldous Huxley.

(esse link aí de cima é GROSSEIRAMENTE bom; tem uma barbaridade de sites relacionados como todos assuntos discutidos no livro, além do próprio livro que pode ser lido online. Vale uma boa conferida.)

[por Francisco Mahfuz] 09:59

26.5.04

another late night

Anormalidades, vergonha, tentativas esparsas de lirismo, alcolismo e verduras.

Atualizei o meu outro site.

[por Francisco Mahfuz] 02:50

25.5.04

alemães usam bigode

As diferencas gritantes de um país de primeiro mundo estao por toda parte. O modo como as pessoas sao praticamente condicionadas a respeitar as leis e cuidar do bem-estar geral espanta a nós brasileiros, acostumados com uma bagunca generalizada na sociedade e dependendo de iniciativas raras e geralmente individuais pra PÔR ORDEM NESSE BARRACO.

As práticas ambientalmente corretas sao exemplos claros desse tipo de comportamento. Aqui praticamente nao se usa mais gás, os fogoes funcionam a base de eletricidade ou óleo (nao tem bocas, geralmente só uma chapa que esquenta gradualmente) - os aquecedores seguem o mesmo princípio. O lixo é pago; sim, eles PAGAM pelo privilégio de ter seu lixo recolhido. Além disso, tudo é separado em papel, plásticos ou orgânicos. Para evitar o mau-cheiro característico nos sacos de plástico e papel, todo recipiente (caixas de leite, iogurtes, manteiga) é lavado antes de ir pra lixeira. O cuidado com a água é quase fascista: esses dias fui ADVERTIDO por ter jogado fora metade de um copo d'água, quando poderia ter molhado as plantas ou algo do tipo. O procedimento de devolver garrafas nao é exclusivo nas festas; supermercados também pagam por elas e por latinhas usadas. Os carrinhos de supermecado, por sinal, sao todos trancados uns aos outros com correntes, liberadas depois de um depósito de 1 euro feito na barra que se usa pra empurrar o mesmo. Isso evita que eles sejam abandonados no meio do estacionamento ou perto do caixa - quem é preguicoso demais pra levar de volta toma o tufo, mesmo que a quantia seja simbólica.

As estradas sao, como esperado, perfeitas: mais ou menos como a free-way de Porto Alegre, geralmente variando entre duas ou três faixas. E o boato de que os alemaes correm feito deseperados nao é sem justificativa; apesar de largos trechos terem um limite de 100km/h, a média exercida é de 140 frouxo, às vezes bem mais (lembrando sempre que nas grandes estradas PODE DAR PAU À VONTADE, nao tem limite nenhum). Mal dá pra sentir, tamanha a qualidade da pista e a potência dos carros. Os controladores de velocidade nunca sao anunciados por placas, e me foi explicado que eles estao por toda parte, sempre sem aviso e sempre mudando. Quando alguém descobre (geralmente por ter sido apanhado) liga para as rádios e avisa, e, pelo menos por algumas horas, os motoristas estao "seguros". Nada dessa barbada de chegar trinta metros antes e comecar a reduzir. O respeito às leis é tanto que eles ficam horrorizados com qualquer infracao, por mínima que seja. Minha amiga ficou profundamente indignada com o fato de um motorista ter ultrapassado pela direita, coisa que acontece toda hora no Brasil.

Aqui na Europa comecei a entender bem melhor o que o termo qualidade de vida significa.

[por Francisco Mahfuz] 15:26

tráfico de orgãos em nampula

Assisti há alguns dias atrás uma aula de português com a gloriosa Sasi. Foi bizarro. É absurdo como quem é de Portugal fala diferente - e feio; a língua perde toda a sua melodia, natiralidade, sai cuspida quase. Além disso percebo como eu, estimado por amigos e familiares como hábil utilizador da LÍNGUA MATERNA, nao sei CHONGAS. Quase todas perguntas de gramática soavam como... alemao. O que diabos é o FUTURO PERFEITO DO CONJUNTIVO? Também é estranho como algumas estruturas sao usadas de forma distinta, dando aquele ar mais formal à nossos (infelizmente) colonizadores. Me causou grande tristeza ver o sotaque baiano da minha amiga sendo maltratado por correcoes que nao sao mais do que adaptacoes de uma língua à outra.

Fica a minha dúvida do porquê alguém estuda português, além de praticar o que aprendeu por acaso ou só conseguir mais créditos estudantis. É uma língua de pequena abrangência, econômica e politicamente quase nao existe e, em sua versao européia, soa MALBRAGARÁI.

Nas notícias estranhas lidas pelos alunos, destaque para a do rapaz de 20 anos que se escondeu nu na casa de uma senhora de 57, SURDO-MUDA e QUASE CEGA. Foi pego e teve que desfilar COM SUAS VERGONHAS DE FORA pela aldeia, e por pouco nao tomou uma TUNDA DE PAU.

Depois dizem que as piadas de português nao sao de verdade.

[por Francisco Mahfuz] 15:03

24.5.04

ein bananen weizen, bitte

Os precos de bebida em Heidelberg sao decentes, mas nada muito diferente de Londres - meio-litro de cerveja varia entre 2 e 3 euros. A qualidade é sentida, mas sinto falta de Guinness, pelo menos no início dessa minha peregrinacao. Numa festa de faculdade que fui (algo como uma FAFARQ sem fantasias), algumas coisas chamaram a atencao:

- Nao tinha cloakroom, mas todo mundo deixava os casacos por tudo que é lugar, sem problemas;
- tinha comida, uns sanduíches meio toscos, por aceitáveis 2 pila. Nao mataria a fome, mas serviu beleza pra forrar o estômago e nao passar mal depois de beber;
- a cerveja custava 3 euros, mas recuperava-se 1 ao devolver a garrafa (o mesmo valia pra copos de coquetel). Isso criava uma possibilidade massa: era só catar as garrafas vazias que os bêbados e preguicosos abandonavam e ganhar de volta quase todo o dinheiro gasto na noite. Eu devolvi umas cinco garrafas a mais e assim a noite custou quase nada.

Em bares, é notável que as garconetes carregam dinheiro numa bolsinha e cobram e dao troco individualmente - bem melhor do que o famoso drama de quem tem menos que 10?. A maioria dos lugares da cidade tem promocoes em dias separados, com bebidas a precos quase simbólicos; depois que se pega um pouco a manha dá pra beber barato e sair todos os dias (ah, os objetivos nobres a que me proponho...).

Como detalhe vergonhoso, fui num aniversário esses dias, levei cachaca e limao e fiquei fazendo caipirinhas a noite toda - uniformizado com uma camisa do Brasil. Me pediram pra sambar mas eu me fiz. Fiquei bêbado e tentei sambar mesmo com pedidos pra parar.

A vergonha é minha bengala.

[por Francisco Mahfuz] 01:38

23.5.04

termostato

A brisa cessa sem aviso. Os cães vadios ladram a esmo, nenhum motivo aparente - mas eles sabem o que está por vir. Os primeiros raios de luz trazem junto sorrisos, toalhas na grama, corpos besuntados, alegria. E aí o terror começa: olhos ardem, fecham-se para não mais abrir; o corpo queima, borbulha, quem disse que só os répteis trocam de pele? A mente ferve, só os instintos mais básicos sobrevivem. Ligam-se mangueiras, fontes são invadidas, hidrantes vandalizados; o caroço é só o que sobra das melancias, os cinemas viram um refúgio temporário, nada resiste a esse implacável inferno. Quando beldades semi-nuas não são mais suficientes para aplacar o sofrimento, joelhos tocam o chão escaldante, mãos descarnadas encontram-se em prece, os inúteis olhos apontam para o céu e bocas secas demais tentam pedir, implorar pelo fim do suplício.

O verão é a melhor estação do ano.

[por Francisco Mahfuz] 23:17

18.5.04

later on we'll try

O apartamento onde estou é algo que merece uma análise mais detalhada. Fica num prédio bem antigo, e é absurdamente grande, do tipo que nao se faz mais. Uma cozinha grande (três mini-bars), banheiro do tamanho de uma sala de estar (banheira, chuveiro, duas pias e máquina de lavar), dois toaletes (com privadas) bem no fundao do corredor, longe do resto (pra uma maior tranquilidade quando o CRIME for necessário) e NOVE quartos. Com raríssimas excecoes (o que estou sendo uma) eles sao muito espacosos, do tamanho que seria um studio em Londres - os quartos menores ainda tem, frouxo, uns 12m quadrados.

Funciona tudo bem melhor do que o famoso 49B:

- pao, leite e temperos sao divididos, e as despensas de supermercado anotadas numa lista, com notas fiscais e tudo, no final do mês o valor é rachado entre todos;
- depois que cada um liga, tem que anotar o número chamado e a hora da ligacao;
- cada um é responsavel pela limpeza por uma semana - isso nao inclui pratos, que eu raramente vi ficarem sujos na pia por mais do que algumas horas (bem raramente);
- os contratos de cada quarto sao separados, entao nao tem que se preocupar em ficar cobrando aluguel - mas isso tira a liberdade de tirar alguém da casa, se por acaso chegar a esse extremo;

Casais nao dividem quartos; a casa tem dois, e cada um tem o seu quarto, mesmo tendo se mudado depois do relacionamento existir. Estranho, no mínimo.

Os aluguéis sao muito baratos. Estamos no melhor pontos da cidade, do lado do rio e do centro, e ainda assim os quartos caros custam pouco mais de 200 euros - quartos nessas condicoes em Londres sairiam frouxo por 400 libras.

Bom, a organizacao é tanta que eles tem reunioes marcadas com antecedência; a última durou duas horas e acabou agora mesmo. Rolou algum stress, entao vou levar a minha amiga pra dar uma espairecida - com álcool, provavelmente.

Logo que der, mando o primeiro dossiê da BOEMIA na terra onde o sol nao se pôem

Tschüß.

[por Francisco Mahfuz] 20:47

what we gave to fly

Heidelberg continua mostrando-se aprazível. A zona de pedestres bomba quando o tempo melhora, especialmente no fim-de-semana. Muito legal comer na rua, sentar em pracas cheias de cadeiras e te trazerem cerveja na mesa, solaco na cara, alegria de viver.

A Neckarwiese é a praca gigante na beira do rio, e o POINT CONFIRMADO desde que a primavera veio com vontade. Nada de especial além de grama FOFA e GOSTOSA, algumas árvores pra ter aquela sombrinha e gente bonita. Gatas nao abundam, mas se fazem presentes (de BIQUÍNIS, meu deus, há quanto tempo nao via uma LOIRA BOAZUDA de biquíni!!). Rolam também as clássicas rodinhas de violao e performances circenses, sempre entretenedoras, além de eventos curiosos em geral: a mulher que treina o time de remo e pedala gritando alucinadamente na beira da água, um pato que comecou a PASTAR perto de um casal e o cachorro que chegou na margem do rio e saiu carregando uma ÁRVORE na boca.

Em mais FÁBULAS DO PRIMEIRO MUNDO, aqui os ônibus sao dolorosamente pontuais. Os horários estao escritos nas paradas, e se variam nao é por mais de um minuto. Além disso, ninguém te cobra passagem. Muito de vez em quando uns fiscais dao uma BATIDA pra conferir, e aí a multa é de 40 euros. Aconteceu esses dias, um mané ficou chorando um tempao mas levou o papelzinho com a multa pra casa, sem arrego. Apesar do transporte ser eficiente ao extremo, quase todo mundo anda de bicicleta, já que as distâncias nao sao grandes.

Uma coisa que havia me chamado a atencao mas que esqueci de mencionar: NINGUÉM PARECE ALEMAO. Já havia sido avisado que esse negócio de loiro de olho claro era clichê, mas é muito misteriosa a situacao: Porto Alegre passaria muito melhor como uma cidade germânica do que isso aqui, que é interior, nem dá pra vir com a desculpa de ser metrópole COSMOPOLITA. O que eu nao entendo, entao, é o seguinte: por que o vivente vai pra Feliz, Santa Cruz do Sul e PICOS AFINS e todo mundo é ALEMAO POLENTEIRO? Aguardo explicacoes.

[por Francisco Mahfuz] 20:21

17.5.04

orkut, não entrarei

Recebi o aparecimento desse sistema com certa suspeita, devo admitir; pelo pouco que escutei, parecia basicamente um Friendster com interface mais QUERIDA. Redes de amigos se formam, pessoas vao la' e falam coisas legais de ti. Faria um bem grosseiro pra minha comumente combalida auto-estima, mas ficar alimentando meu orgulho NAO ERA. Dessa agua nao bebererei - ja' me basta ter um blog.

Apesar disso, nao teria problema nenhum de dar uma visitada, rir um pouco e deixar testemunhos FAVORAVELMENTE PARCIAIS. Mas tempo nao possuo, e, quando conectado, procuro maximizar a relacao necessidade-custo-usar o laptop dos outros de favor. Orkut nao sera' prioridade por um bom tempo, portanto.

Ainda assim, agradeco aos inumeros convites recebedidos. Aceitem meu carinho telepaticamente, e saibam que LHES GOSTO EM DEMASIA.

[por Francisco Mahfuz] 20:27

16.5.04

zie germans, tommy?

Sair de Londres acabou sendo bem mais facil do que eu imaginava, apesar da revista de TRAFICANTE a que fui submetido (porra, levaram a minha tesourinha, como vou aparar essa barba agora? MOSES I SHALL BECOME); nao sofri nenhum CARIMBO ACUSATORIO da minha desconfortavel situacao de OVERSTAYING GUEST no pais e nao perdi voos ou malas. Entrar na Alemanha tambem foi barbada, e me carimbaram, o que torna qualquer MOVIMENTO REVERSO mais simples, na medida que atesta que sou TURISTA e nao MALANDRO.

Que lingua desgracada e' o alemao: apesar dos quatro anos de estudo e de ser dos AVANCADOS, mal consigo pedir um sorvete sem ganhar coberturas desnecessarias e caras feias. Por sorte, estou numa casa em que quatro sao espanhois e os outros todos falam a lingua - Sasi, minha anfitria, discorre suas assertativas no melhor portugues que eu ja' ouvi de um estrangeiro, com direito ao OSH caracteristico da BAHIA DE TODOS OS SANTOS, onde ela passou quatro meses AJUDANDO OS SERES.

Heidelberg e' um lugar muito massa: tipica cidade medieval alema, a maior zona de pedestres do pais e BONITA BRAGARAI. E' aquele tipo de cidade que te da' alguns dias legais de turismo, mas rende bem mais se for pra morar ou ter uma longa estada - meu caso, portanto. Tenho mais umas tres semanas por aqui, e vai ser legal ver a vida de estudantes europeus do jeito mais proximo possivel, sem que eu me torne um. Alem do mais, o clima ajuda: hoje recuperei um habito dos melhores, lendo um bom livro deitado na grama, ao lado do rio que corta a cidade, ate' as OITO DA NOITE, quando um sol GOSTOSIVEL comecou a se esconder atras das arvores.

Mandando ver no BRATWURST e na WEIZEN BIER, a gente vai tocando o barco.

[por Francisco Mahfuz] 23:25

13.5.04

it's a perfect day for letting go

Ja' botei a mochila nas costas, pesada com tudo que eu ganhei aqui nesses oito meses. Alegrias, tristezas, medos, certezas... me doi o lombo mas fortalece a alma. O que vem daqui por diante nao sei direito, mas e' sempre experiencia, e' sempre crescimento, e e' isso que vale. Ate' aqui deu tudo certo, mas ta' na hora de dar a cara a bater de novo. Sorrio de canto e seco essa lagrima que vem de mansinho: Londres JA' ERA.

Alemanha, E' NOIS.

[por Francisco Mahfuz] 11:48

6.5.04

patos on the road, day 7

The first thing to do after you leave Inverness is checking out the most famous lake in the world, possibly: LOCH NESS. I don't know exactly what i was expecting, but it turned out to be nothing more than just a big and long lake. I went there decided to go for a swim, but it was just too damn cold - not to leave without INTERFACING, i spat on the water. As we drove out, Emily could swear she had seen something. I'm not one to doubt.

the silence of the lambs

One thing i hadn't mentioned before: there are sheep everywhere in the UK. I'm not saying a few here and there, but, really, everywhere: i saw more sheep in the first two days as i had seen in my entire life. Having that said, right after Easter the lambs disappeared. For two days we just didn't see any, and started wondering if they had all been eaten. For Em's consolation, we were told that in Scotland they were to be born in a few weeks. Still, i don't think i'll ever be able to eat lamb again without thinking about that.

On the way up, the mountains got tall enough that seeing the sky was not possible sometimes. Still, the early of spring left us feeling that if it were all greener it would be the prettiest place on earth. Just before reaching the ocean, Eilean Donan Castle appeared, and it seemed like a decent place to spend some hours. This time we were not disappointed: all the rooms were preserved as they were centuries ago, with walls of rock and places to defend the castle in case of attacks. Half of the price of the one in Edimburgh, and it looked a lot more interesting.

skyewalkers

Long hours driving and we got to the Isle of Skye, considered one of the nicest places in the country. Maybe in the summer; now was just a big empty island. We drove to the nearest hostel, just to find out it was nothing but a converted cowshed, and the only thing remotely modern in the area was a phonebooth. After facing a sea of sheep, we went to the other side of the island, that had a little more to do, so we changed our plans and stayed there. The pub just under the youth hostel had a few guys playing traditional music, and Emily started annoying them to get some dancing going on. The problem was that the place was really small and everyone there was pissed drunk. Still, one of the boys that was playing decide to organize a round of STRIP THE WILLOW, a dance where four couples spin around changing partners all the time. I had to take part and embarass myself, obviously. Even with the old guys falling over chairs and knocking drinks over, we managed to get through the whole thing. All sweaty and happy, they paid us drinks for the rest of the night. Creepy but nice people.

[por Francisco Mahfuz] 13:11

patos on the road, day 6

Driving around Edimburgh seemed enough to check out a little more of the city; a few strolls to enjoy the sun and make faces and we were out.

fancy another castle?

We did. Blair Athol was on the way, and it was pretty affordable. A very different castle, from the Victorian Age. Luxurious decoration, around 30 rooms and the whole history of the family that lived there until a few decades ago. The best part was the huge gardens and a little forest where they used to hunt deer.

A few more hours and we hit INVERNESS, considered the capital of the highlands. As in York, a really nice river cut through town, and the gardens around it were all cultivated, maybe to participate in a kind of competition that's very common in the UK (usually city against city). Back in the hostel, some people told us about a pub near-by that played traditional scottish music. Dying for some real culture, we headed there after dinner.

mogwai are focken brilliant lads

A guitar, a violin and a harp were being played, and, when sung, sometimes English and sometimes Gaelic used. A little before the harpist performed a five-minute bag-pipe solo, two guys asked to sit at our table. They introduced themselves as ROB and ROY,and even showed credit cards to prove they were not taking the piss. We talked about music, festivals, places, and Roy said he always wanted to go to Brazil, and he was told the best place of the country was ILHA DO MEL. Heh. Before they left, I wrote him a route of places he should visit, with special mention to PRAIA DO ROSA - FULL OF BABES, MAN, FULL OF BABES.

[por Francisco Mahfuz] 13:01

patos on the road, day 5

the day that should have been

EDIMBURGH. According to everyone, one of the most beautiful cities in Europe. Hm. Maybe the expectation took its toll, but it failed to impress me. The castle was a lot better from the outside; after crossing the entrance it just seemed like a big patio with some museums inside. The restored rooms didn't have the medieval feel i was looking for, and the fact it was really expensive didn't help. But it had to be done, so fuck me for complaining all the time. I should put a little more of my energy in this kind of idea.

At lunch i tried the scottish specialty, haggis: intestines of sheep sawn back in the stomach and boiled; TASTY. After a few tries of the local ales, we went outside to see one of the freakyest Easter celebrations ever: a group of teenage goths (The Cure shirts all around) following a human bunny carrying a huge cross on his back. I meant to capture this photografic moment, but a 13 YEAR-OLD FAT GIRL gave me the evil eye and i chickened out.

We got back to the lovely Bed & Brakfast 'cause Emily was not feeling all that good, and there we stayed the rest of the day. There would be time for everything else the next day.

[por Francisco Mahfuz] 12:48

5.5.04

in hope and desperation, i find my only light

Do you remember the days when everything was easy? When you knew exactly what you wanted, what would make you complete? Do you remember when you thought happiness was there to be reached, if only you could earn more, learn more, be more? I do. And I'd do anything to have that back.

It's all new, but that shouldn't make any difference, right? Wrong; the old scars only burn when it's cold,just there isn't enough time for other ones to be branded. It's all here, look carefully and you'll see. Your blood is racing in every direction, your heart doesn't know how to pump it. Look at the way she dances; no, it's not enough. Feel the way she looks at you; no, I need more, much more. Taste the salt of her lips, drink her tears, devour her soul; what more can you ask for? I don't, I shouldn't, I... I just need more. There's got to be more.

Lying in bed, I know for sure I don't love her. How can this be love? It's too simple, too easy, too good. It doesn't involve turning my life upside down, being someone new. Where is the pain, the longing, the impossible expectations? Where's that feeling, that larger than life weight that pressed my chest from inside? It's just somebody to be with, to laugh, to talk, to dream. I once had a dream, and now I'm living it. So why when I go to bed I want a new dream? I'll have pills, coffee, anything to keep me awake. This is the nightmare.

The cars on the main road throw some light into our room, and I can see she's broken. She needs more, more that I can offer. Can I offer more? I don't know. I just... I just have everything. A while back I did my best to be better, to have her, to have someone, anyone that would make me whole. It was easy giving all I had when I had nothing. I cared too much, I needed too much, I knew how to hurt. I don't know what to do with all this sense of belonging. Set me free, let me go back to my self-pitying routine. I need to cry, to ache, to want someone back. I'm good at that. When the beer ends is the only moment I crave for something, and then I smile. What I want is still having something to want. Happiness is just too damn hard.

[por Francisco Mahfuz] 19:45

patos on the road, day 4

Still in York, our first objective was visiting the viking centre, called Jorvik (ancient nome of the town). Heaps of people outside queuing made it seem like a good friday program; it was not. I was expecting museums, weapons and clothes, but what i got was a tour in a replica of York in the viking era - nothing different than anything from the medieval age. Besides that, they made some really poor choices: choosing to reproduce the SMELL was the biggest one. A really disgusting chemical stench made it impossible for some to actually pay attention: me and my dog-nose included. Another rip-off, which just caused us to promise not to go to these kind of tourist trap anymore. The helmets were cool, though.

On to more interesting things, the biggest gothic cathedral in Europe is there, and because of Good Friday (Easter) it was free entrance. Gigantic halls, statues and pictures all around, but a sad conclusion in the end: all cathedrals look the same after a while. Get blown away by the first one and save your money with the rest.

between you and me

To prevent invasions, a big wall was built from one side of town to the other; now it is used as a pedestrian path. The end of it is a huge gate, and also some kind of museum. On our way out, a symbolic moment; i still have no idea what they were doing crossing an interstate road. Crazy animals.

Northern England started getting prettier and prettier every minute; the traditional rock walls bordering the road and little towns all around just made Scotland seem very close. The ruins of Hadrian's Wall, built by the romans to help defend their domains, were everywhere. Some hours later, the actual borders - free passage, thankfully. The least i wanted was passport checks. Going uphill, we almost got killed by a HOUSE: a truck carrying one of these ready-made homes came down and we barely managed to stay on the road. Scary, but it would have been a funny accident, that's for sure.

white trash

Night came and we stopped in a strange camping in JEDBURGH: people living in trailers, with extensions, yards and kids. In town, the same as usual: a castle, a big church, a pub. Almost impossible to understand anything they were saying, so we just sat in the corner and drank. At around 10 the kitchen door was opened and a guy started DJing from the food counter, breaking really bad 80's music. Too ridiculous not to be fun. An hour or so more and we went back to our cosy wet tent.

[por Francisco Mahfuz] 19:23

2.5.04

lixo

Hoje foi chamada a minha atencao sobre um detalhe bizarro de minha anatomia: minha tatuagem ta' ficando GASTA. E' vero; vou ter que dar UMA DEMAO DE TINTA.

Ou comprar um tubo de VASELINA.

[por Francisco Mahfuz] 17:18

i just can't stay here every yesterday

Entao eu deixo Londres pra tras em duas semanas. Algumas coisas importantes a serem feitas, amigos pra aproveitar, essa primavera GATA que vem chegando so' pra fazer ir embora mais dificil, alem de lidar com alguma ansiedade. No proximo sabado meu PAI chega, pra ajudar a superpopular a gloriosa casa da porta amarela e me dar mais alguns motivos pra sorrir. Sera' ainda mais entretenedor pelo fato de que o velho morou aqui enquanto fazia seu mestrado, entao eu terei a oportunidade de conhecer o lado dele da cidade. Como mais um agravante, sou grande amigo de duas das melhores ex-alunas dele (uma delas ate' divide o quarto comigo). Reencontros sao sempre massa.

Depois que o patriarca se for, embarco para a Alemanha - Heidelberg especificamente. Revejo uma grande amiga e conheco como e' o cotidiano duma cidade tipicamente universitaria. Algumas viagens pelo resto do pais nao estao descartadas. Depois, tomo o meu rumo pra Barcelona, onde ocorre o Sonar Festival. Praias, arquitetura ducaralho, ESPANHOLAS DE TOPLESS; um banquete para os olhos, no minimo.

Mais alem, planos ainda indefinidos. Alguns de casa devem comprar uma KOMBI e me encontrar por la', pra partirmos a maiores exploracoes da costa europeia. Entre as possibilidades, a corrida dos touros em Pamplona, RAGAZZAS, baguetes e IBIZA - bombara', bombara'. Por quanto tempo, ainda nao tenho certeza. Agosto deve me ver de volta a GRANDE FUMAC,A - dai por diante nada mais sei.

Cada dia melhor, cada dia bem melhor, a gente SEGUE O BAILE.

[por Francisco Mahfuz] 16:45



remember me as a time of day
shared the ramblings of a drinking dog