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28.4.05

dame un cornetto

Algumas semanas extremamente movimentadas aqui. Depois de vencer um SALES QUIZ no trabalho fui agraciado uma viagem pra qualquer lugar na Europa; datas favoraveis e o desejo da minha ESPOSA acabaram decidindo VENEZA como o destino. MA QUE BENE.

Que lugarzinho bem impressionante: ainda nao superei o fascinio gerado pelo fato de que eles realmente nao usam carros, E' TUTTI N'AQUA. Transporte coletivo sao barcos que atracam com violencia (o "cobrador" abre a porta e amarra uma corda na "parada"), os taxis sao lanchas e as sinaleiras e limites de velocidade (8 km/h) ficam posicionados nas ruazinhas laterias onde as GONDOLAS entram. Muito, muito surreal. A cidade alem do grande canal e' bem bonita e antiga; alamedas estreitas, pontes pra todos os lados e um certo ar decadente de um lugar que ja' foi o centro europeu do divertimento e hoje lentamente desaparece - li em algum dos guias que existem serias duvidas sobre quantas decadas mais Veneza pode suportar o nivel da agua que sobe ano apos ano e causa alagamentos cada vez piores.

Nao e' um lugar que oferece muitas opcoes de lazer: poucos bares, nenhum noite mais forte e a maioria dos restaurantes carissimos e armados mais como TOURIST-TRAP do que qualquer outra coisa. Ainda assim devo admitir que a pizza era outra coisa: fina, feita a mao e TODA TORTA. Fiquei ate' com uma certa raiva da Pizza Hut e seus assemelhados por fazerem essas versoes GORDAS com uma porrada de ingredientes quando a simplicidade italiana e' bem mais saborosa.

Nao consegui tirar muitas opinioes sobre o MEU POVO DE ORIGEM; bastante gente bonita, mas as hordas de turistas impediam uma analise mais precisa. O que me pareceu bem claro e' o quanto eles gostam de falar a propria lingua; eu cheguei no hotel, me registrei falando em ingles e depois de ver meu passaporte a mulher da recepcao nao parou de tagarelar em italiano. Eu modestamente tentei usar o INEXISTENTE conhecimento que eu tenho da lingua e xplicar que MI FAMIGLIA E L'ITALIANA, IO NO PARLO MOLTO BENE, mas nao consegui muito mais alem de direcoes basicas (a unica direcao que eu realmente entendia era SINISTRA e eu ficava andando em circulos) e comida. Sempre que eu comprava cerveja o orgulho me forcava a chamar na BIRRA DI SPINA GRANDE e eu me cravava: na Italia o copo medio e' um pint (568ml) e o grande e' o DOBRO. Duas vezes fiz isso meio sem me dar conta e acabei bebendo por uma hora uma caneca que parecia o SONHO DE TODO VIKING, precisava quase das duas maos pra levantar o troco.

Ah, tambem morri com 60 euros, meio obrigado pela Emily, em um passeio de gondola de meia-hora. Um dia belo, trajeto agradavel e o cara com aquela roupa de IRMAO-METRALHA cantando metade do caminho e xingando todos os outros gondoleiros que passavam fizeram o dinheiro gasto nao parecer tao ruim. No dia da volta me enganei com o horario do voo e cheguei no aeroporto 8 HORAS ANTES. Pra matar o tempo fomos pra Treviso, ha' 30 minutos de distancia; cidadezinha agradavel, nao muito o que fazer, excelente pizza.

Uma semana e meia em Londres e ja' me vou outra vez: sabado pela manha embarco com mais 25 pessoas pra AMSTERDAM pra passar o feriado. Quando voltar compartilho com voces o POUCO QUE EU LEMBRAR.

Oi-O.

[por Francisco Mahfuz] 13:37

12.4.05

eat, drink and be married

Entao e' isso, casei. Uma comunhao de circunstancias das mais diversas mostrando-se favoravel ao inusitado e o fato da Emily precisar com urgencia de um visto europeu foram o suficiente pra eu TOMAR O TOMBO. Esse foi tambem o motivo de eu ter ido aos Estados Unidos: os avos dela (que eu havia impressionado numa visita anterior) acharam errado que eu nao conhecesse o resto da familia antes de VIRAR JUDEU e nos pagaram a passagem. Duas semanas depois de voltar, tava feito o crime.

Pra comecar foi uma cerimonia muito boa no quesito ORCAMENTO: a Emily fez nao so' o vestido dela mas tambem a minha veste, os arranjos florais e o bolo. Rolou grande PERSONALIDADE nos tramites: ela escolheu as leituras do meu BEST MAN Daniel Gavin Stephens (um poema do Neruda) e da Mariana, DAMA DE HONRA (algo do EE Cummings); eu fiquei responsavel pela reduzida trilha sonora, que contou com Explosions In The Sky na parte inicial e encontrou seu climax com Bright Eyes (nao precisavamos de mais do que 20 minutos de musica, mas achei melhor escolher eu mesmo do que contar com "ambient classical music"). Fomos prestigiados por um bom grupo de 30 pessoas ou mais, que elogiosamente se deram ao trabalho de comprar ternos no dia anterior pra nao aparacerem no cartorio TODOFIADAPUTA.

Oficialmente UNIDOS, lideramos o cortejo matrimonial ate' o metro que nos levou ao glorioso Bushranger, local pub de Shepherd's Bush onde o Lique trabalhou e a Bia ainda trabalha - o namorado dela (e manager do lugar), Nick, nao so' nos emprestou o salao de festas sem cobrar mas tambem liberou varias garrafas de champagne e salgados. Gente-fina. Chegamos pelas 4 da tarde, o sol comecou a brilhar, convidados atrasados foram aparecendo e iniciou-se nosso longo processo de decadencia fisica e moral - ficamos ate' a meia-noite BEBENDO IMBECILMENTE e CONFRATERNIZANDO COM VIOLENCIA. A ultima coisa que me lembro e' de tentar fazer um discurso repetindo as mesmas coisas umas quatro vezes pelas 10 da noite e de acordar no Hilton Hotel sem saber o que estava acontecendo. GRANDE TARDE, ETERNAS LEMBRANCAS.

E a vida segue - agora CASADO, mas ainda me divertindo as ganha.

[por Francisco Mahfuz] 18:07

disclaimer

Volto, entonces, depois de uma parada inevitavel aqui. Casamento, rapida lua-de-mel no feriado e UMA PORRADA de trabalho aqui na firma me mantiveram afastado; quando as circunstancias se tornaram mais favoraveis Ethan, computador da minha ESPOSA, entrou em coma. Lentamente volto a postar, mesmo que aqui do trabalho, e logo que der disponibilizo fotos desse grande evento que ocorreu no dia 24 de Março.

[por Francisco Mahfuz] 18:06



remember me as a time of day
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